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SUMÁRIO Prefácio 12 Parte I - Milagre, Verdade e Método 15 1. O que é um milagre? 15 1.1 Milagre, prodígio, coincidência: distinções conceituais 15 1.2 Milagre na tradição judaico-cristã 19 1.3 Milagre e leis da natureza 22 1.4 Milagre, crença e testemunho humano 27 2. Como investigar um milagre 31 2.1 Critérios clássicos da Igreja para reconhecer milagres 31 2.2 Provas históricas: documentos, testemunhas e contexto 35 2.3 Provas médicas: limites da ciência e do diagnóstico retrospectivo 40 2.4 Provas lógicas: coerência interna do relato 45 2.5 Provas negativas: o que não se encontrou, mas deveria aparecer 49 2.6 Limites da investigação: o que nunca será “100% provado” 52 2.7 Milagre, probabilidade e razoabilidade da crença 55 Parte II - Espanha do Século XVII e o Mundo de Calanda 60 3. Espanha, religião e sociedade na época de Calanda 60 3.1 A Espanha católica do século XVII 60 3.2 Vida cotidiana em Aragão e na vila de Calanda 63 3.3 Religião popular, devoções e peregrinações 66 3.4 O peso social de um milagre naquela época 69 4. Miguel Juan Pellicer: antes do milagre 73 4.1 Origem, família e infância em Calanda 73 4.2 A viagem a Castellón e o acidente com a carroça 76 4.3 A longa jornada de Valência a Zaragoza 79 4.4 Amputação da perna: hospitais, cirurgia e registros 80 4.5 Vida de mutilado em Zaragoza: mendicância e devoção 84 4.6 A relação com Nossa Senhora do Pilar 86 Parte III - O Milagre do Coxo de Calanda 90 5. A noite do milagre (29 de março de 1640) 90 5.1 O contexto imediato: retorno a Calanda 90 5.2 A noite do milagre: reconstrução dos fatos 92 5.3 Primeiras interpretações e boatos na vila 95 6. A perna amputada e a perna restaurada 99 6.1 Descrição anatômica e funcional da nova perna 99 6.2 Comparação com os relatos da amputação em Valência 102 6.3 Cicatrizes, sinais e marcas de identidade 106 6.4 Tempo de regeneração: por que é biologicamente impossível 109 6.5 O impacto do caso para a medicina da época 112 6.6 A Vida de Miguel Juan Pellicer Após o Milagre 115 Parte IV - Inquéritos, Documentos e Testemunhas 119 7. As investigações civis e eclesiásticas 119 7.1 O papel do pároco local e as primeiras declarações 119 7.2 O processo canônico em Zaragoza 122 7.3 O papel do arcebispo e das autoridades eclesiásticas 124 7.4 O interesse do rei Filipe IV e da corte espanhola 127 7.5 O corpus de testemunhas: perfis, alcance e limites 129 7.6 O decreto de reconhecimento do milagre 133 8. Documentos e registros históricos 136 8.1 Atas dos interrogatórios e depoimentos das testemunhas 136 8.2 Registros hospitalares e cirúrgicos de Valência 142 8.3 Cartas, crônicas e relatos contemporâneos 146 Parte V - Análise Crítica: Teologia, Filosofia e Ciência 155 9. Hipóteses naturalistas sobre o caso Calanda 155 9.1 Erro de identificação da pessoa (seria outro homem?) 155 9.2 Fraude consciente de Miguel ou da família 159 9.3 Sugestão coletiva, memória e construção de mito 163 9.4 Erros médicos ou amputação parcial? 166 9.5 Crítica de cada hipótese à luz dos documentos 170 9.6 O que permanece sem explicação natural razoável 175 10. Calanda à luz da teologia e da filosofia 179 10.1 Milagre como “sinal” e não apenas “quebra de leis naturais” 179 10.2 O sentido simbólico de restaurar um membro amputado 181 10.3 Sofrimento, mérito e graça: a leitura teológica do caso 184 10.4 Milagre, liberdade divina e liberdade humana 186 10.5 Fé racional: é razoável crer no milagre de Calanda? 188 Parte VI - Outros Casos e Comparações 192 11. Outros milagres de cura extraordinária 192 11.1 Curas instantâneas em Lourdes e outros santuários 192 11.2 Casos de suposta regeneração de tecidos e órgãos 195 11.3 Diferenças entre remissão espontânea e milagre 197 11.4 O que torna Calanda singular entre os casos registrados 199 12. Milagres ignorados, esquecidos ou não reconhecidos 202 12.1 Milagres não reconhecidos oficialmente pela Igreja 202 12.2 Barreiras metodológicas para o reconhecimento 205 12.3 Casos contemporâneos sob análise e controvérsia 208 Parte VII - Milagre, Cultura e Ceticismo 212 13. O milagre diante do ceticismo moderno 212 13.1 Iluminismo, positivismo e a rejeição do sobrenatural 212 13.2 Ciência contemporânea e abertura (ou fechamento) ao milagre 215 13.3 Ceticismo honesto x ceticismo militante 218 14. Milagres na era da informação 221 14.1 Internet, redes sociais e fake news religiosas 221 14.2 Dificuldade de verificar relatos na era digital 223 14.3 A diferença entre divulgação piedosa e apuração séria 225 Parte VIII - A Matemática do Milagre 229 15. Principais variáveis envolvidas em um suposto milagre 229 16. Fórmula do Índice de Milagrosidade (IM) 231 Parte IX - Novo Conceito 237 17. Nova Epistemologia de milagre 237 1. Milagre em sentido ontológico clássico 238 2. Inteligência natural e limites do conhecimento 238 3. Três ordens: natural conhecido, natural desconhecido e sobrenatural 240 4. Milagre ontológico e milagre epistemológico 241 5. Critérios do novo conceito epistemológico 242 6. Deus além do “Deus-tampão”: inteligência não antropomórfica 243 7. Síntese 244 Apêndice A - Linha do tempo detalhada do caso de Calanda 246 Apêndice B - Tabelas com testemunhas, cargos, datas e locais 250 B.1 Tabela de testemunhas 250 B.2 Tabela de autoridades eclesiásticas e civis 253 B.3 Tabela de documentos principais 254 B.4 Tabela comparativa de depoimentos sobre pontos-chave 255 Apêndice C - Hipóteses naturalistas e explicação miraculosa 257 C.1 Quadro comparativo simples dos fatos centrais 257 C.2 Esquema de fluxo causal para uma explicação naturalista típica 258 C.3 Esquema de fluxo causal para a explicação miraculosa 260 C.4 Pontos de estrangulamento das hipóteses naturalistas 261 C.5 Combinações de hipóteses (naturalismo misto) 263 Apêndice D - Referências bibliográficas comentadas 266 D.1 Fontes primárias, edições documentais e contexto histórico local 266 D.2 Estudos históricos, acadêmicos e monografias de análise 267 D.3 Materiais devocionais, populares e recursos on-line 268