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SUMÁRIO Prefácio 16 Parte I. Fundamentos: verdade, realidade, linguagem e “peso da verdade” 19 Capítulo 1 – A crise contemporânea da verdade 19 1.1 Por que este livro é essencial 22 1.2 Objetivos da obra e tese central 25 1.3 Verdade, realidade, conhecimento e opinião 28 1.4 Objetivismo e relativismo: duas concepções de verdade 32 1.5 Signo, significado e referente: a ponte entre linguagem e realidade 35 Capítulo 2 – A mente humana diante da verdade 39 2.1 Mecanismos de defesa: quando a mente se protege da verdade 39 2.2 Vieses cognitivos: quando o pensamento trabalha contra os fatos 43 2.3 Neuroses, depressão e sofrimento psíquico: quando a verdade ameaça desintegrar o eu 48 2.4 Culpa, vergonha e identidade: emoções que modulam o peso da verdade 53 2.5 Autoconhecimento e coragem: condições internas para suportar a verdade 57 2.6 Erro honesto, autoengano e mentira deliberada: gradações da recusa da verdade 60 Capítulo 3 – Linguagem, signo e realidade 66 3.1 O que é signo: algo que representa outra coisa para alguém 66 3.2 Significante, significado e referente 67 3.3 Referente, fato e evento: distinções entre linguagem e mundo 69 3.4 Eufemismo, inversão semântica e “novilíngua” como técnicas de alteração de significado 71 3.5 Signos, objetivismo e relativismo: mudar a palavra muda o fato? 72 Capítulo 4 – Definições clássicas de verdade e seus limites 74 4.1 Verdade como correspondência à realidade 74 4.2 Verdade como coerência lógica 76 4.3 Verdade pragmática e utilitarista 78 4.4 Críticas contemporâneas: relativismo, construtivismo, pós-modernismo 81 4.5 Limites dessas definições no mundo psicologizado e ideologizado 84 Capítulo 5 – A proposta central: o conceito de “peso da verdade” 88 5.1 Definição de “peso da verdade”: carga psíquica, moral e social 88 5.2 Verdades leves, neutras e pesadas: gradações e exemplos 91 5.3 Quando a verdade dói: culpa, vergonha, medo e perda de status 93 5.4 Diferença entre verdade objetiva e “peso subjetivo” da verdade 95 5.5 Como o peso da verdade pode ser artificialmente aumentado ou reduzido 97 5.6 Fator consciência: o peso da verdade depende da presença do referente na consciência 101 Capítulo 6 – O peso da verdade no psiquismo individual 104 6.1 Estrutura psíquica: afeto, cognição e vontade 104 6.2 Como o sujeito lida com verdades que ameaçam sua autoimagem 106 6.3 A diferença entre não saber, não querer saber e não poder suportar saber 109 6.4 Trauma, negação e reconstrução da narrativa pessoal 112 Capítulo 7 – Mapa de conhecimentos usados ao longo do livro 114 7.1 Filosofia: teoria da verdade, ética e metafísica 114 7.2 Psicologia e psicanálise: mecanismos de defesa, trauma e neurose 115 7.3 Neurociência e comportamento: percepção, memória e viés 116 7.4 Sociologia e comunicação: opinião pública, mídia, redes 117 7.5 Economia, política e história: exemplos concretos de manipulação da verdade 119 Parte II. Psicologia do peso da verdade: defesas, doenças e autoengano 121 Capítulo 8 – Mecanismos de defesa e fuga da verdade 121 8.1 Conceito de mecanismo de defesa e função de proteção do eu 121 8.2 Negação, recalcamento, racionalização, projeção e deslocamento 123 8.3 Intelectualização, minimização, humor e banalização do mal 125 8.4 Exemplos clínicos e exemplos políticos de defesas psíquicas 127 8.5 Quando o mecanismo de defesa vira projeto ideológico 129 Capítulo 9 – Neurose, depressão e outras respostas à verdade insuportável 132 9.1 Neurose como conflito entre realidade e desejos 132 9.2 Depressão, culpa e derrotismo: quando o peso da verdade esmaga o eu 133 9.3 Ansiedade generalizada e medo difuso em sociedades desorientadas 135 9.4 A medicalização da dor moral e a fuga farmacológica da verdade 136 9.5 Integração da verdade: do colapso à responsabilidade possível 138 Capítulo 10 – Dissonância cognitiva, viés de confirmação e autoengano 140 10.1 O que é dissonância cognitiva 140 10.2 Viés de confirmação: buscar apenas signos e dados “leves” 141 10.3 Narrativas como anestésicos psíquicos 143 10.4 Como esses mecanismos são explorados deliberadamente por grupos de poder 145 10.5 Romper o autoengano: critérios práticos para retornar ao referente 146 Parte III. Como se fabricam “pesos de verdade” na cultura 149 Capítulo 11 – Linguagem, símbolos e construção do real compartilhado 149 11.1 A linguagem como filtro da realidade 149 11.2 Símbolos, mitos e enquadramentos narrativos 151 11.3 Como se esvazia ou se carrega uma palavra de peso 152 11.4 Exemplos de rebatismo semântico na política e na cultura 154 11.5 Quando o vocabulário vira regime: tabu, censura e autocensura 156 12 – Escola, mídia e universidade: fábricas de pesos de verdade 158 12.1 Educação básica e formação emocional precoce 159 12.2 Universidade como produtora de narrativas oficiais 160 12.3 Mídia tradicional e redes sociais: vigilantes do que pode ou não pesar 161 12.4 A criação de “consensos” e o silenciamento de dissidências 163 12.5 Quando “opressor/oprimido” vira grade única: redução causal e estreitamento do debate acadêmico 164 13 – Tecnologias do afeto: medo, empatia e indignação como ferramentas políticas 168 13.1 Política do medo: catástrofe, colapso, fim do mundo 169 13.2 Empatia seletiva: quem merece compaixão e quem pode ser desumanizado 170 13.3 Indignação moral como instrumento de controle e censura 171 13.4 A indústria do escândalo e o cansaço da atenção 173 Parte IV. Ideologia, cultura woke e engenharia do irreal 175 14 – Ideologia como engenharia de pesos de verdade 175 14.1 O que é ideologia: versões clássicas e contemporâneas 175 14.2 Ideologia como redistribuição artificial de culpa e inocência 177 14.3 O truque central: tornar a realidade inaceitável e a mentira confortável 179 14.4 Objetivismo x relativismo na prática política: quem ganha com cada um 180 14.5 O emburrecimento programado pelo relativismo 182 15 – Cultura woke: gramática moral e pesos assimétricos 185 15.1 Origem e características da cultura woke 185 15.2 Categorias fixas de vítima e opressor 186 15.3 O papel da identidade e da subjetividade absoluta 188 15.4 “Ofensa”, “discurso de ódio” e “segurança emocional” como pesos de veto 190 16 – Verdades promovidas pela cultura woke 192 16.1 Narrativas sobre gênero, raça, sexualidade e poder 193 16.2 A promessa de redenção pela militância e pela reeducação alheia 194 16.3 A criação de dogmas intocáveis e de heresias sociais 195 16.4 Quando dados empíricos entram em conflito com a narrativa 197 16.5 Exemplos simples: frases recorrentes e o que elas fazem com o “peso” da verdade 199 17 – Verdades promovidas pelas políticas de esquerda 202 17.1 O Estado como salvador e distribuidor de justiça 202 17.2 Pobreza, desigualdade e culpa estrutural 204 17.3 Ambiente, clima e agronegócio: vilões e heróis oficiais 206 17.4 Assistencialismo, dependência e a anestesia do senso de responsabilidade 208 17.5 Exemplos de como certas verdades econômicas e históricas perdem peso no debate 209 18 – Censura, cancelamento e controle das plataformas 212 18.1 Da censura estatal ao banimento algorítmico 212 18.2 Demonização da divergência e patologização do dissenso 214 18.3 O medo social de ser marcado como desumano, machista, fascista etc. 215 18.4 Como isso reforça a fuga da verdade e o conformismo intelectual 217 Parte V. Verdades incômodas 219 19 – Critérios para definir uma “verdade incômoda” 219 19.1 Impacto psíquico: quando a verdade mexe com culpa, vergonha e medo 219 19.2 Impacto social: custo de reputação e pertencimento 221 19.3 Impacto material: consequências concretas de admitir a verdade 222 19.4 Verdades que exigem mudança de vida vs. verdades neutras 224 19.5 A fronteira entre “polêmico” e “intolerável” 225 20 – Aborto: quando a linguagem desvia do real 227 20.1 O estatuto do nascituro: pessoa, vida humana, “aglomerado de células” 227 20.2 Estratégias de linguagem: direitos reprodutivos vs. morte deliberada 229 20.3 Mecanismos de defesa coletiva: negação, minimização, projeção de culpa 231 20.4 Por que esta verdade se torna quase impossível de ser encarada 233 21 – Sexo, gênero e corpo: entre biologia e narrativa 235 21.1 Diferença entre sexo biológico, identidade de gênero e papel social 235 21.2 Dados, estatísticas e limites do discurso auto identitário 236 21.3 Como se constrói o peso social de discordar da narrativa dominante 238 21.4 Efeitos psíquicos sobre indivíduos e famílias 240 21.5 A judicialização dos termos: quando a lei vira árbitro do vocabulário 241 22 – Crime, violência e responsabilização 244 22.1 Vítima, agressor e Estado: deslocamentos de culpa 244 22.2 Narrativas que relativizam o mal praticado 246 22.3 A recusa em encarar a maldade humana sem álibi social 248 22.4 O impacto disso na percepção de justiça e segurança 250 23 – Fome fabricada e canibalismo como metáfora extrema 252 23.1 Breve apresentação dos casos históricos de fome fabricada 252 23.2 Como foi possível tornar suportável o insuportável 254 23.3 Ideologia, propaganda e anestesia moral coletiva 256 23.4 O uso desses casos como espelho para temas atuais 258 23.5 Síntese: quando o horror vira rotina e o que impede a repetição 259 24 – Educação para suportar a verdade 261 24.1 Virtudes intelectuais: coragem, humildade, honestidade 261 24.2 Virtudes morais: responsabilidade, arrependimento, reparação 263 24.3 O papel da família, religião, tradição e comunidade 264 24.4 Limites: quando o peso da verdade exige cuidado terapêutico 266 Apêndice A. Referências Bibliográficas 268