Investigação histórica e política sobre os critérios usados para classificar fascismo e nazismo no espectro ideológico.
Por Márcio Sabedotti
Por que o fascismo é automaticamente classificado como direita? Quais critérios foram usados para chegar a essa conclusão? E por que tantos elementos centrais desses regimes — Estado forte, controle econômico, coletivismo, dirigismo, censura, propaganda, subordinação do indivíduo e mobilização das massas — raramente recebem o mesmo peso nessa classificação?
Neste livro, Márcio Sabedotti propõe uma investigação histórica e política sobre uma das classificações mais consolidadas do século XX. A obra começa pela definição de esquerda e direita, examina suas origens históricas e questiona a ideia de que nacionalismo, hierarquia ou conservadorismo cultural sejam suficientes para posicionar fascismo e nazismo automaticamente à direita.
São analisadas as origens socialistas e sindicalistas revolucionárias do fascismo italiano, a trajetória de Benito Mussolini, o papel do Estado na economia fascista, o corporativismo, o nacional-socialismo alemão e as relações entre fascismo, nazismo, socialismo e marxismo.
A proposta não é substituir um dogma por outro, mas colocar os critérios de classificação sob exame. Documentos, discursos, instituições, políticas econômicas e resultados históricos são confrontados para que o leitor possa formar sua própria conclusão.
Um livro para quem acredita que nenhuma classificação política deveria estar acima da investigação.